O governo sinalizou nesta semana, a possibilidade de retorno do auxílio emergencial para parte da população. O auxílio emergencial foi implantado pelo governo no início de abril do ano passado, com o intuito de amenizar os efeitos econômicos que poderiam atingir a sociedade, com a crise sanitária que foi consequência da pandemia de Covid 19. Esse programa de incentivo à renda, funcionou até dezembro de 2020 e atingiu boa parte da população mais carente.

Ao todo, foram 9 meses de auxílio emergencial. Nos primeiros 5 meses, milhões de brasileiros receberam o valor de R$ 600,00 por mês. E somente nestes primeiros 5 meses, o valor gasto pelo governo com auxílio emergencial chegou a R$ 230,78 bilhões.  Nos últimos 4 meses do programa, o valor do benefício teve diminuição e passou a valer R$ 300,00. Com esse montante, o valor gasto pelos cofres públicos chegou a R$ 63 bilhões.

O programa do governo conseguiu atingir seu objetivo maior: ajudar a população mais carente a continuar com uma renda mínima mesmo em um período de instabilidade econômica no país. Além disso, justamente por atingir parte da população mais carente, assim que o valor do benefício era depositado aos beneficiários, o valor era gasto imediatamente pelas famílias e isso, fez com que a economia continuasse rodando mesmo em um momento de vulnerabilidade.

A problemática do auxílio emergencial vem de sua origem. Isso acontece porque todo esse valor disponibilizado pelo governo, não vem de um “cofre” ou algo como uma “poupança”. Os valores do auxílio emergencial na verdade é um endividamento das contas do governo. Em resumo, esses valores são retirados do Tesouro Nacional, que é um órgão federal que controla o fluxo de caixa do Governo Federal. Os valores do Tesouro Nacional são provenientes da arrecadação de impostos, pagamentos de gastos públicos e também, ações como: emissões de títulos públicos, como o Tesouro Direto, que são vendidos aos bancos para que seja repassado a população que pretende investir seu dinheiro no Tesouro Direto, com a finalidade de receber o valor no futuro com acréscimo de juros e correções monetárias.

Em outras palavras, o auxílio emergencial acolhe as necessidades econômicas da população, mas aumenta a dívida futura do governo. Apesar de esta dívida ser um problema a ser pensado, existe um lado benéfico para a economia do país, que pode ser melhorada caso o auxílio retorne.

Para a economia, o retorno do auxílio significa crescimento imediato e dinheiro circulando com maior intensidade. Isso ocorre porque a maioria dos beneficiários que recebem o valor do auxílio emergencial, fazem uso do valor de forma imediata. Este fenômeno ajuda a mover a roda da economia e traz maior rotatividade nas atividades econômicas.